Libras em sites de Hotéis à partir de 2026
A Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também conhecida como o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), consolidou o direito à autonomia e acessibilidade em todas as esferas, incluindo a digital.
Para o site atual de hotéis e pousadas, essa lei não é apenas uma diretriz ética, mas um requisito operacional crítico por três motivos principais:
1. Obrigatoriedade Legal e Fiscalização
O Artigo 63 da LBI determina que sites de empresas com sede ou representação no Brasil devem ser acessíveis.
- Fiscalização Rigorosa: Em 2026, órgãos como o Ministério Público Federal (MPF) intensificaram a cobrança por conformidade digital, estabelecendo prazos curtos para adequação sob risco de multas significativas.
- Padrões Técnicos: O descumprimento pode ser baseado na falta de ferramentas como o CheckinWeb ou falhas na estrutura do código que impeçam leitores de tela.
2. Acessibilidade como Diferencial de Venda
A hotelaria lida diretamente com a hospitalidade. Se um hóspede com deficiência não consegue navegar no seu site, ele dificilmente confiará que a estrutura física do hotel é adequada.
- Reserva de Quartos: A legislação exige que meios de hospedagem garantam um percentual de quartos acessíveis. O site é o canal principal para informar e vender essas unidades com transparência.
- Projeto de Lei de Desconto: Tramitam propostas que preveem 50% de desconto nas diárias para PCDs em hotéis que não cumpram requisitos de acessibilidade. Ter um site acessível evita que o hotel seja visto como negligente antes mesmo do check-in.
3. Impacto no SEO e Mercado Digital
A acessibilidade digital melhora a experiência de todos os usuários, não apenas de PCDs.
- Melhor Ranqueamento: Buscadores como o Google priorizam sites com boa estrutura técnica (essencial para acessibilidade), o que aumenta a visibilidade orgânica do hotel.
- Expansão de Público: Ao ignorar a acessibilidade, o hotel exclui uma parcela significativa da população que consome turismo e busca informações de forma autônoma na web.
Em resumo, para um hotel, o site acessível é a "rampa de entrada" digital. Sem ela, o estabelecimento corre riscos jurídicos, sofre danos à reputação e perde oportunidades de negócio em um mercado cada vez mais atento à inclusão.


